Meu Cantinho.com


Tudo junto e misturado.

Devaneios novamente.

Como posso continuar?

Falta compreensão. Faltam conversas.  

Fechem as janelas, não quero ver a vida lá fora. Metade de mim escolhe ficar distante.  Outra metade quer ir embora para algum lugar onde não encontre solidão. Estou adoecendo, mas ninguém se importa.  Nesses pequenos segundos não quero a preocupação dominando... Entrego-me a bebida para que me tire à lucidez. Faça-me livre para adormecer a dor.  

Um pedido... Que meus grandes companheiros me amparem com canções.  Prisioneira... Liberto-me em letras, sem barreiras e aos avessos.

...Nessa noite, quero deitar-me sem saber como sou, ou fui!



Escrito por Mariana às 22h11
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Não faz muito tempo... Visitei minha infância. Ainda parece que os melhores momentos estão de volta.  Jeito doce para deixar de lado as coisas que machucam o coração.

Hoje decidi melhorar os sentimentos. Pintar com cores vivas uma  nova vontade.

Sou assim, completamente estranha, porque não há perfeição e prefiro ser imperfeita, cabendo enfeitar com máscaras alguns momentos. Questão de sobreviver.  Não me sinto bem com a solidão.

À tarde ensolarada embala meus pensamentos.  Mas, só mais uma tarde onde posso ficar encolhida nos sonhos. Ignoro agora as procuras, as ansiedades, que antes quase me jogaram no abismo.

Talvez tenha encontrado o caminho de volta. Seguindo a direção correta.

Melhor será não pensar. Vazio na mente.

Sentar e esperar. 

“Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo” [Caio Fernado Abreu]



Escrito por Mariana às 15h59
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Em cada amanhecer, recebo o dia de coração limpo. Procuro seguir os passos desenhados na noite anterior.  Sempre faço planos, consciente que os dias são diferentes e as coisas podem mudar.  Só não tenho conseguido manter-me firme. 

Alguns abandonos.

Sinto muita tristeza.

Alimento minha carência. Queria bálsamos de momentos, uma vida.  

Tanto amor, para sentir. Amor que preenche.

Desde menina essa lacuna.

Mãe como desejei te ter ao meu lado.  Poder ter chamado por você nos momentos de perigo.  Pedir abrigo nas tempestades.  Colo na doença.  Ter percorrido os caminhos que você sonhou para mim. Mãe sempre sonha com o futuro do filho. (...) E sempre idealizamos o melhor. Recordo-me dos seus. Colocou-me no ballet clássico. Talvez sonhasse comigo delicada. Colocou-me no piano, para que tivesse a sensibilidade das notas, e quem sabe assim, pudesse compor melhor os meus passos pela vida. Fiz sapateado, e poderia ter aprendido a dançar com os pés firmes ao chão. Na natação, poderia ter tirado a segurança necessária, quando minha vida estivesse com águas agitadas. Deveria ter aprendido me manter protegida nessas águas, afinal saberia nadar nessas marés. Você me levou para outra América, conheci Massachusetts, e queria ter ficado lá. Com sua partida, me perdi.  Não tive tempo para conhecer você.

Hoje procuro a mesma força que te conduziu para longe. Enfrentou seus medos. Lutou pelos seus sonhos.  

...Mas, só vejo o seu semblante, quando me olho no espelho.  A coragem deve estar em porões ainda desconhecidos.

Meus sonhos destruídos e coração partido. Tenho que superar a dor e os desejos das palavras que chegam sem aviso, querendo traduzir sua falta.

Ainda vivo nossa despedida, e gostaria de mudá-la. Correr até aquela porta de vidro para te dar um abraço...

Fui trazida aqui pelo amor, e não acreditei que ficaria longe. O meu amor, sempre volta para você! (...) Ele hospeda a minha saudade.



Escrito por Mariana às 13h56
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O dia anterior é sempre igual ao seguinte. Confortante e angustiante.

Uma maneira de ver a vida. Somos educados para evitar os conflitos. Mas, está complicado continuar sem sentido.  Já não há mais conversas. Nem meios ao silêncio.

Estamos atravessando por um momento frágil. Encontro-me assim, sensivelmente frágil. Sem que eu possa controlar as emoções. Calada... Simplesmente apática. Não estou suportando mais essa situação.

Talvez seja tolerável para você. Seu silêncio transmite essa verdade.

Durante muitos anos, acreditei que nossas diferenças seriam superadas, até como prova nas grandes lições da vida. Hoje, elas só tem nos afastado à cada novo dia.

Não podemos continuar assim, para poder encontrar novamente a fórmula da felicidade. Antes que a doença chegue. Antes que eu desista da vida.

Acho que sempre caminhamos em tempos opostos. Só que antes eu residia em planos e sonhos de mudança. Minha ilusão acabou. Essa realidade tem me alimentado nessa certeza.

...E você não faz nada para mudar. São 17 anos e você não soube me conhecer. Saber que gosto das coisas claras e resolvidas.

Você tem se ocupado com o seu trabalho. Uma forma de se esconder dessa situação.

Tenho questionado o tempo. Tentando descobrir até onde chegaremos.

Sem resposta... De momento, quero dizer que já ultrapassei meus limites. A qualquer hora perderei o controle, dobrarei a esquina sem aviso.



Escrito por Mariana às 11h35
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De repente escrever é a maneira mais fácil, quando queremos ser vista de perto. Assim, podemos falar dos sentimentos sem interrupções... E falar mais uma vez, é mais uma tentativa de me encontrar.

Não posso anular a chance de poder sair desse mar de lamas. Mágoas e tristezas não combinam com os planos que fiz pra mim.

Hoje você tem certeza que eu também sou composta de GRANDES erros. Vejo que não se importa muito com os meus valores.  (...) Para falar a verdade, nem eu quero dar importância. Cansei de valores.  Uma sensação de inutilidade nesse lugar.

Vagas lembranças tiram-me a vontade de permanecer acordada.  Minhas interpretações de sonhos tornaram-se falhas, e não quero assumir essa responsabilidade.  Por hora quero voltar a ser criança. Delegar as regras para alguém. É tão fácil resolver as situações quando as mesmas não nos pertencem.  Seria possível?

Não! Definitivamente não posso abandonar minhas forças por mero capricho do seu desejo.

Não posso parar a vida. Por mais doloroso que seja, é preciso, se faz necessário dar o passo seguinte.

Desejei ser tomada pela coragem. 

Mais que esperar por esse milagre, o que a gente quer mesmo é a verdade. Que nossa vida volte a fazer parte de algum plano. Que as metas sejam vivenciadas ao decorrer do dia, para a noite a gente deitar com a sensação de ter cumprido algo que prometemos e o mais importante, dormir com a certeza de estarmos VIVOS.

Muitas mentiras. Alguns exageros. Falsos caminhos. Grandes medos.  A intolerância cada vez mais se fazendo presente, e eu insistindo por soluções sem grandes perdas. Já perdi demais.  Toda uma vida roubada, cujo objetivo foi apenas se moldar em alguém, ter uma família... Já nem sei aonde sou capaz de chegar sozinha.

Não está ajudando.  Essas palavras retratam a fugitiva que se abriga dentro de mim. (Ela ainda não sentiu segurança de encontrar vida aqui fora).

 



Escrito por Mariana às 20h36
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(02/10/2009)

Incertezas, um ontem mal resolvido. Minha vida.

Estou no limite.

 Angustiada.

Exausta.

Procuro pelos sonhos, sabendo que podem me salvar. Quantos cabem ainda aqui?

Caminho num infinito questionamento. Perdida na escuridão, associada às dúvidas. Pergunto-me até quando conseguirei confiar no amanhã. Mas, as respostas somente intensificam minha ansiedade.  Infelizmente não consigo abrir mão da sanidade. Talvez pudesse transgredir o inevitável sem dor.  Sou covarde. Mais uma, de muitas que vivem em mim. Tenho encontrado forças e estímulos nos amigos. (...) uma maneira de distrair o sofrimento.

Nem sei pra quem escrevo. Novamente, apenas querendo me encontrar.

Pensamentos (...) as histórias do passado foram rasgadas, o conflito do presente e as perguntas do futuro me deixam com essa horrível sensação.



Escrito por Mariana às 23h28
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(23/09/2009)

...ainda buscando pela normalidade, pela vida!

Dias vasculhando letras, caminhos e nada mudou meu estado. Organizei pensamentos,  mágoas, lembranças ...Faxina na alma.

Notei o tempo.  Conversei com a madrugada. Conheci a noite lá fora.  Maravilhada com tudo, abafei a dor e sorri feita criança. Ali, naquele lugar, pensei em viver sem tempo a perder. Queria conhecer a cidade. Namorar as vilas, decorar seus nomes para voltar mais vezes.  Dessa vez chama-se Capital!

Abri a janela para sentir o vento bater em meu rosto. Foi como acender uma luz dentro de mim. Quero permanecer atenta para que ela não se apague.

Preciso e quero esse sentimento raro para as minhas noites sem estrelas.

 



Escrito por Mariana às 01h01
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Olhei a vida acontecendo, e tive medo de morrer.

Morrer pelas dores que a levaram para a bebida e cigarro. Tudo tem perdido o sentido.

Mais um grande tumulto em minha vida.

Sentada aqui, observando a noite escura, eu penso que melhor seria esquecer o querer, as mudanças, as buscas, o novo.  Por que os medos congelam qualquer possibilidade de bem estar. Então, perco o sentido dos prazeres.

Desesperada tento encontrar um equilíbrio sóbrio e sólido o suficiente para não se quebrar no instante seguinte.  Sem controle e necessitando da fuga, brindo com o copo as dores, revoltas e os medos vão embora.  Os sentimentos gritam aqui... Às vezes parecem bombas sem esperas para serem acionadas.

Um sopro de esperança traz sentido, aliviando os traumas. Só não sei como abandonar a loucura e as malas, sem deixar de ser eu.  Em algum momento acreditei que isso mudaria meu jeito e hoje me descubro com as velhas doenças. Está impregnada na alma. Talvez o “novo” ficará apenas no cenário.

Atravessar essa fase, só trouxe a certeza do que quis negar sempre que, desejei me fazer forte na vida.

Solidão!

Só consigo ser assim. Vivendo com essa constante realidade. Intensa e oscilante.

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"Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações"

 [Caio Fernando Abreu.]



Escrito por Mariana às 02h30
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(28/08/2009)

Preterir.

Palavra exata para o meu momento.
Diante das dificuldades de um entendimento maior, entrego-me novamente ao tempo.
Emoções dominam o coração. O corpo fala uma linguagem e a mente encontra-se confusa. Muitos acontecimentos tornam-me menos preparada para lutar. 
Quero entender tudo. Saber as respostas das minhas angústias.  Encontrar segurança nas escolhas. 
Volto ao passado, querendo reencontrar os caminhos que levaram minhas forças.  Mas distraída, encontro minhas saudades.  Já não há como seguir controlando o choro.  Talvez porque não assumi as ausências. Quis ser forte, forçar a aceitação de simplesmente terem ido.  Deveria ter me revoltado.  Deveria ter sentido a partida.

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. "

[ Clarice Lispector ]

 



Escrito por Mariana às 17h45
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(13/05/2009)

Dias de tormenta.

Novamente encontro-me perdida em devaneios.

Os sentimentos estão todos misturados. Desejos que motivam agora se encontram adormecidos.

Sozinha contra o mundo fora de mim. Uma forma de me esconder.

Realmente, poderia ser diferente!

Melhor seria poder passar uma borracha em tudo e começar do zero.

Infelizmente não existe poder.

Tentei quebrar algumas barreiras. Ultrapassei meus limites. Quis ser mais forte que minhas próprias forças e fracassei na tarefa mais simples (de me conhecer melhor). Vivi sempre debaixo de sua sombra, sentindo-me a mais protegida, querida, amada, confiada... Mas nunca fui capaz de quebrar a barreira que me impediu de chegar dentro de você e saber o que você esperava de mim. Dei azar porque você mesmo poderia ter dito tudo, mas tive que aceitar sua dificuldade com palavras.

Às vezes é doloroso voltar no passado. Quase sempre volto e busco pelos caminhos “errados” que nos trouxe até aqui. Complicado entender, porque sempre fazemos escolhas na tentativa de acertar. Veja só aonde chegamos. Não consigo nem fazer um balanço concreto. Afinal, nada está sendo colocado como uma despedida.

Sabe, cresci lendo muitas coisas sobre filosofia de vida. Tantas outras, que sei, vieram com experiências vividas por mim ou pessoas muito próximas. Sempre acreditei na vida. Sempre busquei aprender, crescer, dividir, porque sabia que de alguma forma não estava aqui à toa.  Houve um tempo, ainda muito jovem, que deixei meu eu escondido. Naquele tempo, usei muitas máscaras, e chorava sozinha à noite. Sempre em silêncio para poder ser aceita no meio que me acolheu. Não me lembro bem de datas, mas deixei de ser assim. Não conseguimos ir muito longe quando estamos sufocando nossa alma. Certeza mesmo, só pela luta que sempre travei contra a solidão. O medo de ficar sozinha me fez assim. Uma pessoa de bom coração. Aceitei muitas pessoas por essa única razão. Não poderia magoar ninguém, caso contrário se afastaria. Mesmo assim, isso não me trouxe muitos amigos. Porém os poucos me são valiosos por demais.

( Fugiu o pensamento, fui interrompida.)

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Suspirando... Assim estou. Coração partido. Um aberto no peito vai se formando, notando tristeza em meus pensamentos. Medo de perder o que já faz parte de mim. Fechada, porque escolher não faz tanta diferença. Estacionada porque assim apenas eu posso me machucar.

 



Escrito por Mariana às 10h04
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Terça-feira, 17 de fevereiro 2009.

 

Eu acreditei.

Achei que seria capaz.

Apostei no amor, porque te amar descreve a história de uma vida inteira.

 Hoje há tanta solidão. Não interessa o tanto que eu tenha que dizer ou ouvir.

Sinto a ansiedade brigar por resposta nesses dias de esperas longas.

A raiva corrói meu coração, mesmo assistindo seus gestos denunciando o contrario de tudo que levou você a procurar por outra pessoa.

Eu sempre estive aqui. Estive pra você e por nós. E agora essa inquietação.

Não consigo entender os motivos. Nunca foi preciso fechar meus olhos para ver por dentro nossos planos.

Naquele mês de agosto, agarrei desesperada a chance de estar com você. Cuidei para que tivesse um lugar seguro para encostar sua cabeça e receber um cafuné. Porque naqueles dias a vida doía, você estava frágil e eu era a força. E depois daqueles dias, você ainda assim me abraçou, dormimos o sono dos deuses, fizemos amor com saudade. Mas sentia você distante. Conversamos muito, onde procurei entender o que estava se passando com o seu coração. Você falava de tristeza, depressão... Eu sentia um abismo entre nós.

Caminhamos até aqui. Não fui inocente. Só aceitei porque queria a certeza.

Hoje me encontro na dúvida com minha vida. Não posso fazer uma escolha importante agindo no calor da emoção, exatamente porque tudo o que vivemos sempre foi especial.

 

Sinto medo de abrir mão de você e deixar que esse “erro” corrompa nossas essências.

Amar você é adentrar em mim. É reler cada um dos meus textos e te encontrar. É entender todas as dificuldades que enfrentamos. È aceitar os limites e caminhos que tivemos que escolher.

 

 

Deus perdoa por eu ter amado desajeitada, quem não me amou de jeito algum.

O amor não pode ser engessado. Ele não pode ser estático. Amor não pode ser chão de ninguém. Amor nasceu para dar asas.

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Escrito por Mariana às 10h01
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16/06/2009

 

“As pessoas certas aparecem na vida da gente na hora errada. Porém há coisas positivas. É exatamente nessas horas que aprendemos as melhores lições.”

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(Texto sem data)

 

 

...Esse lugar é estranho! Meio sombrio e esse vazio me assusta!

Abra à janela!

Veja a vida lá fora. Deixe o Sol entrar para ocupar esse espaço.

Quem marcou esse encontro?

Reflexão.

Momento para rever seus valores. Eliminar as angústias. Deixar de lado as coisas que te perturbam.

Meu coração está disparado. Minha respiração acompanha as suas batidas, mas estou parada diante as minhas emoções.

...é chegada a hora. Momento de se recompor e usar suas armas. Mostre quem realmente você é. Não tenha medo das respostas. Apenas seja você! Respeite suas vontades e suas reais necessidades.

Aproveito para convidar-lhe para novas passagens. Estou sempre ao seu lado procurando respeitar suas escolhas.

 

 



Escrito por Mariana às 09h53
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Terça-feira,16 de junho 2009

 

Ontem, não foi permitido mais uma fez te fazer participar do meu mundo. Não. Realmente estou me acostumando a conviver dessa maneira. Chorar não faz diferença, já que sempre o faço por dentro entre um momento e outro. Tempos que passam lentamente, entre viver e deixar apenas ele existir. Alguns sentimentos ainda machucam. Procuro esquecer, porque não aprendi olhar para eles sem deixarem de dominar. Sinto meu coração pequenino querendo gritar, na tentativa de arrancar o que sufoca. As escolhas ficam sempre no abandono. Não sinto segurança para lutar. Por vezes nem sei onde me esconder.

Há momentos em que encontro força. Novas vontades invadem meu coração. Desejos e raiva se misturam sem controle. Sinto a necessidade de mudança incentivar meu coração a sair da zona de conforto, como quem diz apenas essas poucas palavras: vá em frente, não tenha medo de viver.



Escrito por Mariana às 14h14
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Sonhos.

Medo de novamente despertar.

Algumas verdades camufladas entre os dias que percorrem em câmera lenda. Será mesmo um novo começo?

Estou buscando por mudanças. Quero acreditar que tudo será como antes. Poder sonhar sem medo de acordar novamente.

Amar e me sentir amada.

Doar-me por inteiro, sem metades de proteção.

Sair do fundo do quarto arrumado e viver.

Descobrir novas fórmulas de você.

Desenhar seu corpo e desejar encontrar novidades de desejos.

Te fazer dormir tranqüilo quando a preocupação te incomodar. Porque te amo e quero você.

 



Escrito por Mariana às 09h57
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Livro Divã - Martha Medeiros

Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética.

Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaçada do que aconteceu.

É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machuca, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, e ele era meu, e não era amor, então era o quê?

Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de um dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor.

Era alguém recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde de um dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento.

Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responder às minhas próprias perguntas. E tenho que ser serena para aplacar a minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho que ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto.

Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra de corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé para casa, avariada.

Eu sei não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas.

Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar um botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registros de ocorrência? Eu não amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. EU AMEI A MIM MESMO NAQUELA VERDADE

 

INVENTADA.

Não era amor, era uma sorte.

Não era amor, era uma travessura.

Não era amor, era sacanagem.

Não era amor, eram dois travesseiros.

Não era amor, eram dois celulares desligados.

Não era amor, era de tarde.

Não era amor, era inverno.

Não era amor, era sem medo.

Não era amor, era melhor.



Escrito por Mariana às 09h15
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PERFIL Nome:Mariana
Idade:34 anos
Estado civil:Casada
Meus tesouros:Minha filha,meu marido,minhas cachorrinhas Thaty e Meg e meus amigos.



Esse é o meu cantinho.com. Talvez qualquer coisa que eu escrevesse aqui sobre mim diria muito menos sobre minha personalidade do que revelarão os meus textos. Talvez nem haja algo em questão. Há aqui apenas alguém que silenciosamente escreve e suspira, às vezes de saudade, nem sempre de tristeza, muitas vezes de alegria. Assim eu espero...(rs)



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