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Hoje acordei cheia de saudades.
...aquelas que não podemos matar com um simples telefonema.
Mais uma vez, minha fuga foram as lembranças. Final de ano sempre acabo me sentindo assim.
Antes mesmo de me entregar ao desespero, e entrar com os dois pés na depre, fiz uma oração aos meus pais. Pedi em pensamento que me ajudassem a superar suas ausências.
De um momento ao outro, já estava completamente envolvida numa emoção tranqüila e calma. Comecei a lembrar de coisas que gostavam, senti até vontade de sair correndo para cozinha e fazer um almoço pra lá de gostoso. Veio o gosto de várias coisas que meu pai adorava cozinhar.
Tenho poucas lembranças de minha mãe. Vivemos pouco tempo juntas, não teria mesmo como saber.
Mas sempre procuro notar algo em mim que fosse bem parecido com ela.
Fico por vezes imaginando que deveria ser uma super mãe, pelas coisas que ouvi sobre sua vida. Imagino ela meiga, doce, voz aveludada....cheia de ternura com os filhos.
Gostaria muito de saber algo que ela adorava, assim faria em sua homenagem.
Que os anjos me ajudem a descobrir....
Escrito por Mariana às 19h11
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Depois de longas esperas, surgem novidades no meio do caminho.
Consegui falar o que sentia. Foi maravilhoso!
As necessidades emocionais me ajudaram durante a conversa.
Comecei falando da ausência que estava marcando presença entre nós.
Sabia que não poderia falhar com as palavras, logo fui com calma.
Viver num tempo em que tudo muda rapidamente, onde as horas passam, dias se vão e nem nos damos conta das coisas que ficaram para trás. Me agarrei na idéia de faze-lo entender, que gostaria de mudar junto com ele, sem ficar para trás no tempo e nos espaços vazios.
Iníciamos uma nova fase, estamos juntos novamente, de corpo e alma.
 
"Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu
aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior.
Esta s atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu
ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em
proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum
impacto."
(DALAI LAMA)
Escrito por Mariana às 18h38
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...Por alguma razão, por mim ainda desconhecida, fiquei calada, embora a vontade de gritar os sentimentos estivesse a ponto de explodir no peito. Minha cara poderia descrever essa vontade, e a chance veio, mas deixei ir embora. As conseqüências agora congestionam meus pensamentos. Não quero tudo ao meu jeito, nem espero as mudanças partirem depois de minhas queixas. Quero de livre vontade! Por isso me calei. ...e o que mais desejo agora, é partir novamente para algum lugar confortável. De carona nessa viagem, meus sonhos. Voltar num parque de infância e encontrar a gangorra me esperando. Brincar no cavalinho de madeira, sentindo-se num alazão. Depois no balanço, que cada vez mais me faz enxergar apenas o azul do céu. Sair correndo para o tanque de areia e lá montar meu castelo, feito com um pote de danone que estava abandonado. Vários montinhos de areia, formando cada cômodo. Na porta de entrada o caminho feio com as mãos, demarcando por onde passar. "Ao longe escuto uma voz, lembrando que a areia não é feita para colocar na boca. Está na hora de voltar pra casa." Não importa, lá está meu castelo de sonho. Os ventos fizeram ele desmoronar, mas sempre que for preciso voltarei a construí-lo. Com os anos, esquecemos como é bom ser criança. Assumimos responsabilidades demais, e já não possuímos mais a liberdade de viver. Vivemos atolados de coisas, muitas delas não agradam, ainda assim continuamos caminhando com elas. Pra que? Sem resposta! Minha preocupação é apenas não esquecer quem um dia fui.
Escrito por Mariana às 11h40
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Hoje mais uma vez meus sentimentos resolveram fazer um motim contra o "bom humor" que estava plena convivência comigo esses dias.
Quase nada deu muito certo.
Intermináveis esperas...
Sempre sonhando, esperando, esperando e esperando.
Talvez sejam esses meus grandes erros. Preciso aprender urgente a deixar a vida acontecer. Alguém aí sabe onde encontro esse manual???
Complicado, qdo temos sede de respostas, de mudanças...
Well...não quero e nem vou deixar isso dominar meu coração.
Antes de iniciar meu post, li o comentário do meu amigo Luiz, e vou usá-lo pra esquecer esse dia.
Valeu pequeno valente!!! 
Escrito por Mariana às 19h00
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Escrito por Mariana às 11h39
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Aos casados há muito tempo,
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
Todo casal deveria ler...
Arthur da Távola
Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga.
Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justif ique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas
não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai,irmão, filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos
de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver
muito mais do que amor, e às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Agressões zero e disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência...
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades. Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando à longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
É que amar, 'solamente', não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Escrito por Mariana às 11h30
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Depois de um tempo longe, aqui estou novamente.
Fugi sem deixar pistas,né?!
Mas confesso que estive em pleno processo de faxina interior. Estava precisando colocar um pouco a tristeza de lado.
Well...com o máximo de organização que uma canceriana como eu tem, apelei para as prateleiras de auto-ajuda da locadora próximo a minha casa...hehehe
Ontem assisti um filme antigo, porém lindo! Chama-se " O espelho tem duas faces". Pra quem gosta de romance, fica aqui uma dica, porque é um prato cheio.
Incrível a minha capacidade de sonhar através dessas pequenas coisas. Fico encantada com as cenas. Como se em cada filme, fosse mesmo parte de uma viagem. Podem me chamar de "tola-romântica", aceito com muito orgulho... (rs)
O que importa mesmo é que isso me faz bem...
Escrito por Mariana às 08h48
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