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De repente escrever é a maneira mais fácil, quando queremos ser vista de perto. Assim, podemos falar dos sentimentos sem interrupções... E falar mais uma vez, é mais uma tentativa de me encontrar. Não posso anular a chance de poder sair desse mar de lamas. Mágoas e tristezas não combinam com os planos que fiz pra mim. Hoje você tem certeza que eu também sou composta de GRANDES erros. Vejo que não se importa muito com os meus valores. (...) Para falar a verdade, nem eu quero dar importância. Cansei de valores. Uma sensação de inutilidade nesse lugar. Vagas lembranças tiram-me a vontade de permanecer acordada. Minhas interpretações de sonhos tornaram-se falhas, e não quero assumir essa responsabilidade. Por hora quero voltar a ser criança. Delegar as regras para alguém. É tão fácil resolver as situações quando as mesmas não nos pertencem. Seria possível? Não! Definitivamente não posso abandonar minhas forças por mero capricho do seu desejo. Não posso parar a vida. Por mais doloroso que seja, é preciso, se faz necessário dar o passo seguinte. Desejei ser tomada pela coragem. Mais que esperar por esse milagre, o que a gente quer mesmo é a verdade. Que nossa vida volte a fazer parte de algum plano. Que as metas sejam vivenciadas ao decorrer do dia, para a noite a gente deitar com a sensação de ter cumprido algo que prometemos e o mais importante, dormir com a certeza de estarmos VIVOS. Muitas mentiras. Alguns exageros. Falsos caminhos. Grandes medos. A intolerância cada vez mais se fazendo presente, e eu insistindo por soluções sem grandes perdas. Já perdi demais. Toda uma vida roubada, cujo objetivo foi apenas se moldar em alguém, ter uma família... Já nem sei onde sou capaz de chegar sozinha. Não está ajudando. Essas palavras retratam a fugitiva que se abriga dentro de mim. (Ela ainda não sentiu segurança de encontrar vida aqui fora).
Escrito por Mariana às 20h36
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(02/10/2009) Incertezas, um ontem mal resolvido. Minha vida. Estou no limite. Angustiada. Exausta. Procuro pelos sonhos, sabendo que podem me salvar. Quantos cabem ainda aqui? Caminho num infinito questionamento. Perdida na escuridão, associada às dúvidas. Pergunto-me até quando conseguirei confiar no amanhã. Mas, as respostas somente intensificam minha ansiedade. Infelizmente não consigo abrir mão da sanidade. Talvez pudesse transgredir o inevitável sem dor. Sou covarde. Mais uma, de muitas que vivem em mim. Tenho encontrado forças e estímulos nos amigos. (...) uma maneira de distrair o sofrimento. Nem sei pra quem escrevo. Novamente, apenas querendo me encontrar. Pensamentos (...) as histórias do passado foram rasgadas, o conflito do presente e as perguntas do futuro me deixam com essa horrível sensação.
Escrito por Mariana às 23h28
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(23/09/2009) ...ainda buscando pela normalidade, pela vida! Dias vasculhando letras, caminhos e nada mudou meu estado. Organizei pensamentos, mágoas, lembranças ...Faxina na alma. Notei o tempo. Conversei com a madrugada. Conheci a noite lá fora. Maravilhada com tudo, abafei a dor e sorri feita criança. Ali, naquele lugar, pensei em viver sem tempo a perder. Queria conhecer a cidade. Namorar as vilas, decorar seus nomes para voltar mais vezes. Dessa vez chama-se Capital! Abri a janela para sentir o vento bater em meu rosto. Foi como acender uma luz dentro de mim. Quero permanecer atenta para que ela não se apague. Preciso e quero esse sentimento raro para as minhas noites sem estrelas.
Escrito por Mariana às 01h01
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Olhei a vida acontecendo, e tive medo de morrer. Morrer pelas dores que a levaram para a bebida e cigarro. Tudo tem perdido o sentido. Mais um grande tumulto em minha vida. Sentada aqui, observando a noite escura, eu penso que melhor seria esquecer o querer, as mudanças, as buscas, o novo. Por que os medos congelam qualquer possibilidade de bem estar. Então, perco o sentido dos prazeres. Desesperada tento encontrar um equilíbrio sóbrio e sólido o suficiente para não se quebrar no instante seguinte. Sem controle e necessitando da fuga, brindo com o copo as dores, revoltas e os medos vão embora. Os sentimentos gritam aqui... Às vezes parecem bombas sem esperas para serem acionadas. Um sopro de esperança traz sentido, aliviando os traumas. Só não sei como abandonar a loucura e as malas, sem deixar de ser eu. Em algum momento acreditei que isso mudaria meu jeito e hoje me descubro com as velhas doenças. Está impregnada na alma. Talvez o “novo” ficará apenas no cenário. Atravessar essa fase, só trouxe a certeza do que quis negar sempre que, desejei me fazer forte na vida. Solidão! Só consigo ser assim. Vivendo com essa constante realidade. Intensa e oscilante. ------------------------------------------------ "Não é verdade que as pessoas se repitam. O que se repetem são as situações" [Caio Fernando Abreu.]
Escrito por Mariana às 02h30
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(28/08/2009) Preterir. Palavra exata para o meu momento. Diante das dificuldades de um entendimento maior, entrego-me novamente ao tempo. Emoções dominam o coração. O corpo fala uma linguagem e a mente encontra-se confusa. Muitos acontecimentos tornam-me menos preparada para lutar. Quero entender tudo. Saber as respostas das minhas angústias. Encontrar segurança nas escolhas. Volto ao passado, querendo reencontrar os caminhos que levaram minhas forças. Mas distraída, encontro minhas saudades. Já não há como seguir sem controlar o choro. Talvez porque não assumi as ausências. Quis ser forte, forçar a aceitação de simplesmente terem ido. Deveria ter me revoltado. Deveria ter sentido a partida. "Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. " [ Clarice Lispector ]
Escrito por Mariana às 17h45
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(13/05/2009) Dias de tormenta. Novamente encontro-me perdida em devaneios. Os sentimentos estão todos misturados. Desejos que motivam agora se encontram adormecidos. Sozinha contra o mundo fora de mim. Uma forma de me esconder. Realmente, poderia ser diferente! Melhor seria poder passar uma borracha em tudo e começar do zero. Infelizmente não existe poder. Tentei quebrar algumas barreiras. Ultrapassei meus limites. Quis ser mais forte que minhas próprias forças e fracassei na tarefa mais simples (de me conhecer melhor). Vivi sempre debaixo de sua sombra, sentindo-me a mais protegida, querida, amada, confiada... Mas nunca fui capaz de quebrar a barreira que me impediu de chegar dentro de você e saber o que você esperava de mim. Dei azar porque você mesmo poderia ter dito tudo, mas tive que aceitar sua dificuldade com palavras. Às vezes é doloroso voltar no passado. Quase sempre volto e busco pelos caminhos “errados” que nos trouxe até aqui. Complicado entender, porque sempre fazemos escolhas na tentativa de acertar. Veja só aonde chegamos. Não consigo nem fazer um balanço concreto. Afinal, nada está sendo colocado como uma despedida. Sabe, cresci lendo muitas coisas sobre filosofia de vida. Tantas outras, que sei, vieram com experiências vividas por mim ou pessoas muito próximas. Sempre acreditei na vida. Sempre busquei aprender, crescer, dividir, porque sabia que de alguma forma não estava aqui à toa. Houve um tempo, ainda muito jovem, que deixei meu eu escondido. Naquele tempo, usei muitas máscaras, e chorava sozinha à noite. Sempre em silêncio para poder ser aceita no meio que me acolheu. Não me lembro bem de datas, mas deixei de ser assim. Não conseguimos ir muito longe quando estamos sufocando nossa alma. Certeza mesmo, só pela luta que sempre travei contra a solidão. O medo de ficar sozinha me fez assim. Uma pessoa de bom coração. Aceitei muitas pessoas por essa única razão. Não poderia magoar ninguém, caso contrário se afastaria. Mesmo assim, isso não me trouxe muitos amigos. Porém os poucos me são valiosos por demais. ( Fugiu o pensamento, fui interrompida.) **************************************** Suspirando... Assim estou. Coração partido. Um aberto no peito vai se formando, notando tristeza em meus pensamentos. Medo de perder o que já faz parte de mim. Fechada, porque escolher não faz tanta diferença. Estacionada porque assim apenas eu posso me machucar.
Escrito por Mariana às 10h04
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Terça-feira, 17 de fevereiro 2009. Eu acreditei. Achei que seria capaz. Apostei no amor, porque te amar descreve a história de uma vida inteira. Hoje há tanta solidão. Não interessa o tanto que eu tenha que dizer ou ouvir. Sinto a ansiedade brigar por resposta nesses dias de esperas longas. A raiva corrói meu coração, mesmo assistindo seus gestos denunciando o contrario de tudo que levou você a procurar por outra pessoa. Eu sempre estive aqui. Estive pra você e por nós. E agora essa inquietação. Não consigo entender os motivos. Nunca foi preciso fechar meus olhos para ver por dentro nossos planos. Naquele mês de agosto, agarrei desesperada a chance de estar com você. Cuidei para que tivesse um lugar seguro para encostar sua cabeça e receber um cafuné. Porque naqueles dias a vida doía, você estava frágil e eu era a força. E depois daqueles dias, você ainda assim me abraçou, dormimos o sono dos deuses, fizemos amor com saudade. Mas sentia você distante. Conversamos muito, onde procurei entender o que estava se passando com o seu coração. Você falava de tristeza, depressão... Eu sentia um abismo entre nós. Caminhamos até aqui. Não fui inocente. Só aceitei porque queria a certeza. Hoje me encontro na dúvida com minha vida. Não posso fazer uma escolha importante agindo no calor da emoção, exatamente porque tudo o que vivemos sempre foi especial. Sinto medo de abrir mão de você e deixar que esse “erro” corrompa nossas essências. Amar você é adentrar em mim. É reler cada um dos meus textos e te encontrar. É entender todas as dificuldades que enfrentamos. È aceitar os limites e caminhos que tivemos que escolher. Deus perdoa por eu ter amado desajeitada, quem não me amou de jeito algum. O amor não pode ser engessado. Ele não pode ser estático. Amor não pode ser chão de ninguém. Amor nasceu para dar asas. -----------------------------------------------------
Escrito por Mariana às 10h01
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16/06/2009 “As pessoas certas aparecem na vida da gente na hora errada. Porém há coisas positivas. É exatamente nessas horas que aprendemos as melhores lições.” ---------------------------------------------------------- (Texto sem data) ...Esse lugar é estranho! Meio sombrio e esse vazio me assusta! Abra à janela! Veja a vida lá fora. Deixe o Sol entrar para ocupar esse espaço. Quem marcou esse encontro? Reflexão. Momento para rever seus valores. Eliminar as angústias. Deixar de lado as coisas que te perturbam. Meu coração está disparado. Minha respiração acompanha as suas batidas, mas estou parada diante as minhas emoções. ...é chegada a hora. Momento de se recompor e usar suas armas. Mostre quem realmente você é. Não tenha medo das respostas. Apenas seja você! Respeite suas vontades e suas reais necessidades. Aproveito para convidar-lhe para novas passagens. Estou sempre ao seu lado procurando respeitar suas escolhas.
Escrito por Mariana às 09h53
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Terça-feira,16 de junho 2009 Ontem, não foi permitido mais uma fez te fazer participar do meu mundo. Não. Realmente estou me acostumando a conviver dessa maneira. Chorar não faz diferença, já que sempre o faço por dentro entre um momento e outro. Tempos que passam lentamente, entre viver e deixar apenas ele existir. Alguns sentimentos ainda machucam. Procuro esquecer, porque não aprendi olhar para eles sem deixarem de dominar. Sinto meu coração pequenino querendo gritar, na tentativa de arrancar o que sufoca. As escolhas ficam sempre no abandono. Não sinto segurança para lutar. Por vezes nem sei onde me esconder. Há momentos em que encontro força. Novas vontades invadem meu coração. Desejos e raiva se misturam sem controle. Sinto a necessidade de mudança incentivar meu coração a sair da zona de conforto, como quem diz apenas essas poucas palavras: vá em frente, não tenha medo de viver.
Escrito por Mariana às 14h14
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Sonhos. Medo de novamente despertar. Algumas verdades camufladas entre os dias que percorrem em câmera lenda. Será mesmo um novo começo? Estou buscando por mudanças. Quero acreditar que tudo será como antes. Poder sonhar sem medo de acordar novamente. Amar e me sentir amada. Doar-me por inteiro, sem metades de proteção. Sair do fundo do quarto arrumado e viver. Descobrir novas fórmulas de você. Desenhar seu corpo e desejar encontrar novidades de desejos. Te fazer dormir tranqüilo quando a preocupação te incomodar. Porque te amo e quero você.
Escrito por Mariana às 09h57
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Livro Divã - Martha Medeiros Se era amor? Não era. Era outra coisa. Restou uma dor profunda, mas poética. Estou cega, ou quase isso: tenho uma visão embaçada do que aconteceu. É algo que estimula minha autocomiseração. Uma inexistência que machuca, mas ninguém morreu. É um velório sem defunto. Eu era daquele homem, e ele era meu, e não era amor, então era o quê? Dizem que as pessoas se apaixonam pela sensação de estar amando, e não pelo amado. É uma possibilidade. Eu estava feliz, eu estava no compasso dos dias e dos fatos. Eu estava plena e estava convicta. Estava tranqüila e estava sem planos. Estava bem sintonizada. E de um dia para o outro estava sozinha, estava antiga, escrava, pequena. Parece o final de um amor, mas não era amor. Era alguém recém-nascido em mim, ainda não batizado. E quando acabou, foi como se todas as janelas tivessem se fechado às três da tarde de um dia de sol. Foi como se a praia ficasse vazia. Foi como um programa de televisão que sai do ar e ninguém desliga o aparelho, fica ali o barulho a madrugada inteira, o chiado, a falta de imagem, uma luz incômoda no escuro. Foi como estar isolada num país asiático, onde ninguém fala sua língua, onde ninguém o enxerga. Nunca me senti tão desamparada no meu desconhecimento. Quem pode explicar o que me acontece dentro? Eu tenho que responder às minhas próprias perguntas. E tenho que ser serena para aplacar a minha própria demência. E tenho que ser discreta para me receber em confiança. E tenho que ser lógica para entender minha própria confusão. Ser ao mesmo tempo o veneno e o antídoto. Se não era amor, Lopes, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra de corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200Km/h e estou voltando a pé para casa, avariada. Eu sei não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Talvez seja este o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, Lopes, de acreditar em contos de fadas, de achar que a gente manda no que sente e que bastaria apertar um botão e as luzes apagariam e eu retornaria minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registros de ocorrência? Eu não amei aquele cara, Lopes. Eu tenho certeza que não. EU AMEI A MIM MESMO NAQUELA VERDADE INVENTADA. Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, era sacanagem. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. Não era amor, era melhor.
Escrito por Mariana às 09h15
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“A menina sonhadora resolveu reescrever as frases, na tentativa de sanar as dores que se fazia presente em seu peito.”
Já faz tempo que as curvas se repetem. Devaneios que deixaram cicatrizes, onde o tempo faz menção de mostrar. Por hora... Recompor asas. Aceitar o repouso forçado.
Talvez já tenha passado esse momento. Hora de enxergar a realidade e deixar que as cortinas baixarem antes do final.
Dói, porque a desconfiança chegou e levou para longe a confiança antes viva dentro de nós.
Agora olho para cantos e vejo sobra dos sonhos. Minhas expectativas foram grandes, por isso a decepção, a mágoa, tristeza...
Não quero nesse instante achar culpados, tão pouco me sentir culpada por isso.
Ainda vêm no pensamento frases que desejei ouvir. Falei algumas, na tentativa de ainda assim ouvir de você... Novamente ouvi a voz do silêncio.
Várias vezes o silêncio me fez companhia. Chegou sempre nos momentos que o vazio implorava por algo além de mim e ele.
O que restou?
Fora os monstros que sempre estiveram comigo, o FRACASSO.
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É possível ainda reconstruir os sonhos. Sempre fui capaz de renascer das cinzas. Não será agora que deixarei de buscar por algo que faça sentindo estar aqui.
Quero e mereço ser FELIZ!!!
Encontrarei meu príncipe encantado montado em seu cavalo branco.
Porque...simplesmente cansei de ser Rapunzel presa na masmorra.
Nessa nova peça, quero ser Cinderela e só os sapinhos serão de cristal.
Obs: Texto escrito na semana passada, em plena tempestade.
A fada madrinha resolveu atender ao pedido do meu amado.
Estamos juntos novamente. A magia do amor sempre vence!!!
Escrito por Mariana às 12h33
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O espaço vazio e eu. Esse "eu" desse jeito mesmo com letras minúsculas, porque é assim que me sinto. Desejei mudar tudo, voltar para a fantasia do meu mundinho, onde consigo estar de bem com as minhas frustrações. Não era mais possível, já tinha me revelado ferida e meu coração pulava no peito.
Queria apenas me sentir amada, sem deixar as coisas apenas acontecendo junto com os minutos e as horas se perdendo. Queria distância da nossa distância. Consegui enfeitar meus olhos com olheiras, um gosto amargo da sobra de cerveja na boca, e deixei meu o coração disparado do nada. Poderia ter ficado mais uma vez calada? Sim! Essa é a resposta que esperava ouvir, mas eu fui iludida por essa "tal" felicidade...Felicidade que pra mim era lutar, ter liberdade de viver minhas emoções e dizer mesmo que da maneira errada que eu estava sentindo sua falta. Mais uma vez fui colocada no chão. Esse foi o único lugar seguro que encontrei para encostar minha cabeça e chorar. Consegui enxergar muitos dos meus GRANDES erros, e um deles é que sempre me calei...
...enquanto o silêncio corria por dentro de mim, eu corria por fora como se fosse sua sombra. Hoje procuro um lugar para me esconder.
Escrito por Mariana às 10h48
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Não sei lidar com esse montante... São vários sentimentos que dominam meu coração. Talvez a saudade seja um dos que mais me incomodam. Saudade de um tempo que se encontra no passado pouco distante.
Quero ser forte. Mostrar que sou segura que, nada do que venho enfrentando esteja realmente me desmontando... Leigo engano. Tenho minhas pequenas recaídas.
Sinto-me sozinha diante da tempestade. Apenas os grandes monstros me acompanham.
Não consigo dividir, por vezes tentei... Faltou espaço e liberdade.
Isso é certo?
Será que deve ser dessa forma?
Sei que as lições vêm sempre de uma forma um tanto dolorosa. Principalmente quando se trata da minha vida, mas estou um pouco cansada. Cansada de lidar um tudo isso pensando em pró de outra pessoa, quando não de mim mesma.
Queria chorar novamente sem medo.
Queria poder ser eu em todos os momentos e quem sabe fazer algumas loucuras sem ser julgada por isso.
Escrito por Mariana às 19h59
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A vida anda assim, cheia de espaços vazios.
Um ano silenciando os sentimos. Evitei linhas que pudessem me descrever em caminhos diferentes daqueles que realmente estava. Sim, consegui restaurar alguns sentimentos. Aprendi algumas novas lições.
Andei me resgatando nas lembranças
Outra vez...
A saudade se faz presente. Um sorriso refletido trouxe as lembranças à tona.
Novamente sinto vontade de chorar, mas as lágrimas secaram junto com minhas escolhas.
Talvez porque um dia desejei ser forte, madura, mulher... Sim. Queria ser diferente de tudo que havia transformado naquela menina sensível.
Armada nessa defesa, caminho no tempo da espera.
Sinto o vazio.
Perdida e lutando contra, fiz planos que nada mudariam esse estado. Então, aceitando essa verdade abandonei tudo.
Queria viver outra vida.
Queria estar em outro momento.
Queria as pessoas que se foram ao meu lado.
Queria outras atenções.
Quero outros valores!!!
“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
Oscar Wilde
Escrito por Mariana às 19h58
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